BIRIBA
O CÃOZINHO BOTAFOGUENSE
Há algumas semanas vimos uma matéria sobre um cãozinho que tinha em sua pelugem a estrela solitária, símbolo do glorioso Botafogo. Ele imediatamente virou o mascote do clube. Como dito naquela edição do PAINEL DO ESPORTE, a relação entre o time de General Severiano e os bichos é antiga. Hoje veremos uma história lendária do botafogo e o cãozinho Biriba.O Presidente do clube na década de 1940, Carlito Rocha, era completamente apaixonado pelo clube. Numa goleada do Botafogo por 10 a 2 sobre o Madureira, um cachorro preto e branco invadiu o campo, como se estivesse comemorando o 10º gol. Foi o bastante. Carlito não teve dúvida e elegeu o animal como mascote do clube. A partir daí, o cãozinho vira-lata passou a entrar com os jogadores em campo nos jogos do Glorioso. Biriba pertencia a Macaé, jogador do Botafogo.
Carlito levou o cachorro a todas as partidas do Botafogo no campeonato de 1948. Neste ano, o time venceu espetacularmente a decisão contra o ‘expresso vitória’ – a super-equipa do Vasco da Gama. O mascote canino tinha lugar privilegiado no banco de suplentes e participava da comemoração dos gols.

Às vésperas da final contra o Vasco em 1948, um boato rolava de que os torcedores vascaínos envenenariam o cãozinho. Carlito foi categórico. Trancou o Biriba e Macaé em uma das torres da sede do clube e disse: “Macaé, você prova a comida preparada para o Biriba. Se nada acontecer com você, aí então você o alimenta”. Naquele ano o Botafogo foi o Campeão, vencendo a final por 3 a 1.
Várias histórias ainda norteiam o belo e raivoso cãozinho. Em janeiro de 1949, Biriba foi com a delegação do Botafogo a São Paulo, tomando o lugar que pertencia ao reserva Baduca. O cão viajou no DC-3 da Panair do Brasil no colo de Macaé, seu verdadeiro dono, com direito às mordomias que a companhia aérea oferecia.
Outra história conta que um certo jogador do Bangu seria contratado pelo botafogo em meados de 1953, mas a negociação não foi muito a frente. Em 1949, o mesmo jogador tinha chutado Biriba em um confronto com o Botafogo. Tudo porque quando o glorioso estava perdendo, Bririba era solto e atacava jogadores dos times adversários. A contratação do atleta - que não tem seu nome mencionado nas histórias – não foi realizada pois um dirigente botafoguense lembrou do ocorrido anos antes.
Biriba morreu a 10 de agosto de 1958, aos 12 anos, na casa de Macaé, na Rua Raul Pompéia, em Copacabana.
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